quinta-feira, 8 de março de 2012

Como seria?


Estive pensando no que penso sempre, relações afetivo-amorosas na modernidade (ou seria pós-modernidade?! não, não! não vou entrar nessa discussão).
Como algo pode ser duradouro num mundo em que a praticidade e a momentaneidade é cultuada?
As relações tipo o namoro, e mais ainda, o casamento, vão contra o tipo de contato que se espera.
Mas o que diabos eu to falando?? Pensa só: As filas, sejam ela de qualquer natureza, estressam apartir do segundo minuto de espera; o mesmo acontece com as adoráveis ligações de telemarketing; no trabalho, a terceirização reina, não há estabilidade em nada. Então, como se esperar, numa sociedade como essa, uma estabilidade de sentimentos? ou uma durabilidade nas relações onde o que mais queremos é que tudo seja o mais breve possível?
É contraditório.
E é em meio a toda essa situação que você conhece alguém, e sabe que algumas poucas horas será o máximo de tempo que vão compartilhar um com o outro. Isso sim está de acordo com o que se espera nas outras situações da vida cotidiana: A momentaneidade.
Vocês se beijam numa esquina qualquer, o dia acabou de nascer. Esse é, ao mesmo tempo, um primeiro beijo e um beijo de adeus.
E pronto, cada um segue com a sua vida…

Mas o que fica é o pensamento: Como seria…?

Ah! Todo mundo sabe como seria.
Seria momentâneo.
E só.

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